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Séries de Tv

The Crown | 3ª Temporada | Crítica

Estreou no último dia 17 a terceira temporada de uma das séries de maior visibilidade da Netflix: The Crown. A produção de Peter Morgan, que retrata os bastidores da monarquia inglesa, faz sua primeira substituição do elenco principal com Olivia Colman, Helena Bonham Carter e Tobias Menzies substituindo Claire Foy (no papel da Rainha), Vanessa Kirby e Matt Smith, dentre outros.

Se nas temporadas anteriores o espectador se afeiçoa por Elisabeth e sua personalidade, nesta é possível enxergar o “enrijecimento” que 25 anos no poder causaram na mesma. Olivia Colman, uma das atrizes mais expressivas de sua geração, diferente de seus outros papéis (Fleabag, A Rainha) entrega uma interpretação contida e fria, refletindo a mudança da personagem, que chega a ter nuances de vilã ao longo da trama.

Sua rigidez é muito bem explorada no episódio Aberfan – um dos melhores da temporada; mesmo diante do desastre que culminou na morte de dezenas de pessoas sendo a maioria delas crianças, a Rainha não consegue sentir nenhum tipo de emoção ou empatia, precisando fingir lágrimas para as câmeras a pedido de seus assessores.

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Em contrapartida, Helena Bonham Carter está brilhante como a infeliz, negligenciada e carismática Margareth, dominando os momentos em que aparece. A química entre ela e Colman funciona muito bem, com as cenas entre as duas deixando claro o amor e também o ressentimento entre irmãs. Não será surpresa se ambas forem indicadas ao próximo Emmy Awards. Tobias Menzies (Outlander, Game of Thrones), que parece estar se especializando em personagens que provocam antipatia, não podia ter sido uma escolha melhor para a nova fase de Phillip, provavelmente um dos homens com maior problema de autoestima já visto. Mas os reais destaques da temporada são Jane Lapotaire como a rejeitada mãe de Phillip, e Josh O’Connor, como o jovem e solitário príncipe Charles.

Na contramão do que foi construído pela imprensa internacional, a produção da Netflix apresenta um Charles inocente, sensível e negligenciado pelos pais, cativando facilmente a empatia do espectador. A excelente atuação de O’Connor deixa palpável as frustações e solidão do jovem, cuja personalidade o difere dos demais membros da família Real. O início de seu relacionamento com Camilla, vivida por Emerald Fennell, é contado com nuances de romantismo, mesmo que a personagem seja considerada uma mulher dúbia e com a moral “duvidosa” para os moldes sociais da época.

O término do namoro que culmina no casamento que rendeu à Camilla o famoso sobrenome “Parker-Bowles”, expõe o sofrimento do príncipe e a honestidade de seus sentimentos, deixando a trama encaminhada para a entrada de Diana (Emma Corrin) na próxima temporada e o já conhecido e fracassado casamento.

Diferente das outras temporadas, Peter Morgan adota uma estrutura diferente, abordando diferentes acontecimentos pertinentes ao reinado de Elisabeth, e que costuram toda a trama dos bastidores da realeza, sempre presente como “pano de fundo”.

Artifício que fica claro no episódio que relaciona a chegada do homem à lua com a depressão de Phillip. Uma escolha inteligente, visto que o produtor precisa abordar fatos históricos e também os desdobramentos da família Real, com a entrada de inúmeros novos “personagens” com o passar dos anos. O projeto do criador chega à sua metade (a previsão é seis temporadas) com o saldo positivo e a constante crescente da expectativa do público.

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Como TARANTINO filma uma cena?

Carnival Row | 1ª Temporada | Crítica

Em um primeiro momento, Carnival Row, nova série da Amazon Prime, pode parecer somente uma fantasia noir, mas após algumas cenas entendemos como a mesma é brutalmente real. Desenvolvida pelo showrunner Marc Guggenheim e escrita por Travis Beacham, trata-se de uma distopia vitoriana, onde criaturas fantásticas e humanos dividem a mesma cidade em um cenário Pós-Guerra.

Tal convivência torna-se hostil uma vez que todos passam a disputar um lugar na estrutura social e econômica do local. Um enredo onde a presença de refugiados e imigrantes é contestada por habitantes locais gerando conflitos não é coincidência, principalmente se traçarmos um paralelo com a atual crise migratória nos Estados Unidos e na Europa, e a crescente onda de movimentos xenófobos em todo o Mundo.

Porém, se considerarmos a série uma candidata a substituir o “vazio fantástico” deixado por Game of Thrones (HBO), a decepção é certa e justifica algumas das duras críticas que vem recebendo. Apesar da quantidade de pontos em comum em sua temática e até mesmo alguns atores, Carnival Row possui outra abordagem, aparentemente menos complexa e extensa que Game of Thrones. Esta diferença é natural, visto que uma tem como base uma série de livros ainda não finalizada enquanto a outra era inicialmente um roteiro para o cinema, escrito há 17 anos.

Todo este universo – cuja estética das criaturas fantásticas é muito similar à presente nas histórias de H. P. Lovecraft – é apresentado ao telespectador majoritariamente através da perspectiva e da relação entre o casal protagonista Vignette e Philo, interpretados por Cara Delevingne e Orlando Bloom.

A atuação de Cara como a destemida fada pode surpreender os que conhecem o trabalho da atriz nos filmes Cidades de Papel e Esquadrão Suicida; se antes a mesma falhava em trazer sentimento às suas personagens, realizando um trabalho frio e monocórdio, como Vignette sobram expressões e emoções que funcionam muito bem em conjunto com sua química com Bloom. O elenco também possui outros nomes conhecidos como Jared Harris – visto recentemente na excelente Chernobyl (HBO), Indira Varma e Karla Crome, em uma atuação de destaque como Tourmaline.

Orlando Bloom and Cara Delevingne in Carnival Row (2019)

É curioso ver a maneira como é abordada a relação entre humanos e seres mágicos, e os conflitos resultantes da sua convivência. Se por um lado humanos sentem-se lesados por verem fadas e faunos – dentre outros – ocupando empregos e um espaço cada vez maior na sociedade, por outro acompanhamos a situação deplorável na qual os refugiados chegam ao Burgo (região habitada pelos humanos), passando a viver de forma precária e marginalizada, ocupando subempregos, sendo comercializados como escravos e morando em uma espécie de gueto, que é a Carnival Row.

O preconceito por parte dos humanos é explícito, dirigindo-se de forma depreciativa aos indivíduos de outras espécies, e não confiando na capacidade dos mesmos (vemos o exemplo de um açougueiro que anteriormente era médico em sua terra natal, cujo exame de autópsia não é tratado com credibilidade quando executado). O conflito cresce tomando grandes proporções, levando a consequências como o início de movimentos radicais de ambos os lados e também se tornando a questão principal de discórdia política no “Congresso” local. Mais uma vez, semelhanças não são apenas coincidências.

Apesar da boa premissa e de um primoroso trabalho de cenografia, fotografia e customização, a série possui falhas de ritmo e roteiro. Nos primeiros episódios, diferentes plots são lançados ao espectador, sem muito desenvolvimento e com pouca ou nenhuma relação entre eles, dando a sensação de estar assistindo a cinco histórias diferentes em uma mesma produção.

Durante grande parte da temporada essas histórias irão caminhar separadamente, para se entrelaçarem somente nos dois últimos episódios. A estratégia, usada para manter o suspense da trama principal, tornou insuficiente o tempo de tela que foi reservado para desenvolver e aprofundar de forma enriquecedora o plot-twist da história, desperdiçando o potencial do mesmo.

As principais questões levantadas são concluídas e bons ganchos são deixados para a próxima temporada – já em produção e confirmada para 2020. Mas, uma das tramas se mantem aberta e praticamente solta do restante do enredo, o que causa uma estranha sensação de desorganização e inconclusão. Pode-se constatar que a estreia de Carnival Row foi um prólogo, o início de uma história muito mais densa, que já foi pensada previamente por seu roteirista e showrunners para ser desenvolvida em um tempo maior.

Concluindo, Carnival Row entrega uma belíssima direção de arte e uma atual e excelente premissa, cujo enredo possui caminhos positivos a serem explorados. Mas, simultaneamente, tem grandes desafios a cumprir e melhorias a serem executadas no que diz respeito ao ritmo da história, em sua próxima temporada. E é indiscutível que o “vazio” deixado após o final da épica Game of Thrones, segue intacto.

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Years and Years | 1ª Temporada | Crítica

A série ficcional Years and Years (2019, BBC, HBO) tem como premissa apresentar a próxima década do nosso mundo a partir do cenário político, econômico e tecnológico atual e seus muito prováveis desdobramentos. A série delimita um novo mundo assustadoramente próximo do nosso, fundamentado especialmente sobre a percepção frenética, vertiginosa e ansiosa sobre a qual nossa própria realidade se estrutura atualmente.

Jessica Hynes in Years and Years (2019)

Acompanhamos os infortúnios da família Lyons, britânicos de classe média que, apesar da vertigem que toma o mundo de assalto, tentam seguir com suas vidas, um dia depois do outro, apoiando-se sobretudo no conforto do apoio familiar. A narrativa recorre a elipses temporais que dão conta da diversidade de novidades e problemas que o mundo passa a enfrentar no anos vindouros.

Nesse pano de fundo, temos a ascensão política de Vivienne Rook (Emma Thompson, em excelente atuação), política de extrema direita que representa com precisão as estratégias e discursos da nova onda populista, incendiados especialmente pela perda de confiança nas noções de verdade que a acelerada circulação informacional passa a implicar.

A série não se esquiva de nenhum tema, apresentando e debatendo francamente, através do amadurecimento da família, crises políticas, conflitos entre nações, noções de gênero e humanidade, a precarização das relações de trabalho, crises migratórias e habitacionais, a deterioração do meio ambiente e, especialmente, a incapacidade e sentimento de impotência que contamina a quem quer que tente compreender um mundo em crise permanente e irrestrita.

Russell Tovey and Sharon Duncan-Brewster in Years and Years (2019)

O roteiro é bastante transparente na disposição do seu discurso e posicionamento político e não tem medo de usar seus personagens de maneira instrumental para criar uma relação de empatia e cumplicidade direta com o espectador. Não é raro que, em momentos de intensa reflexão, um personagem expresse sua consternação com o mundo com tal clareza e intensidade que a quarta parede quase chegue a se quebrar.

Tendo como propósito abraçar essa sensação de descontrole, o início da série deixa um pouco de lado a progressão dramática e o desenvolvimento de seus personagens. Todos se veem submetidos às forças externas e cada um tem para si sua questão para chamar de sua. Chega a soar estranho que cada drama ressoe muito pouco para além da subjetividade de cada personagem, restando pouco tempo para que eles aflorem de fato e sejam sentidos e comungados coletivamente.

Com o avanço dos episódios e dos anos, no entanto, o rigor com a futurologia da série é flexibilizado e o desenvolvimento da família passa finalmente ao plano frontal da ação dramática, sendo costurada intrinsecamente ao desenrolar dos acontecimentos.

Apesar das escolhas apressadas do roteiro em relação ao realismo ao qual a série adere tão bem de início, essa mudança narrativa é bastante positiva e a série consegue delimitar, com esse movimento, um posicionamento otimista. No fim das contas, e apesar de seu destino trágico, a série confia na capacidade do ser humano de encontrar, nas relações com seus pares, a reinvenção de sua própria humanidade; um modo possível de seguir em frente.

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Como TARANTINO filma uma cena?

The Boys | 1ª Temporada | Crítica

Quando um gênero começa a saturar – por mais que ainda dê lucro – dois cenários podem ocorrer quando se trata de novos conteúdos: o surgimento de produções repetitivas e desgastadas, que usam e abusam de fórmulas pré-determinadas, ou de obras que, de forma certeira, inovam dentro de seus gêneros. Felizmente, com The Boys (2019), o que ocorre é o segundo cenário.

Baseada na HQ homônima publicada pela Dynamite Entertainment entre 2006 e 2008, criada pelo escritor Garth Ennis (autor de Preacher, mestre dos temas polêmicos) e pelo ilustrador Darick Robertson (Transmetropolitan), a série faz jus ao material original e traz uma subversão completa do gênero de super-heróis, colocando-os num mundo realista muito próximo ao nosso – também controlado pela propaganda capitalista, aqui toda baseada na imagem dos heróis – de forma que, mais do que apenas salvadores da pátria, estes também são celebridades de um mercado que movimenta bilhões anualmente.

Tal estrelismo torna comum situações de assédio físico e moral, abuso de poder e falta de limites por parte dos supers, que se comportam como deuses inconsequentes do Olimpo, gerando destruição e inúmeras baixas civis como efeito colateral de suas ações, tudo acobertado pelas megacorporações que administram as carreiras e a imagem desses imaculados e supostamente benevolentes representantes da justiça.

Laila Robins, Karl Urban, and Jack Quaid in The Boys (2019)

Cansado dessa impunidade, está Billy Butcher (o bruto e carismático Karl Urban, que encarna perfeitamente o cinismo da obra de Ennis), que surge na vida do desiludido Hughie (Jack Quaid, filho do ator Dennis Quaid com a atriz Meg Ryan) para mostrar a realidade por trás desse mundo super heroico de fachada, propondo a ele uma chance de vingança após uma trágica perda pessoal relacionada aos supers, tudo com o auxílio de sua fiel equipe clandestina, os tais “Rapazes” do título, composta por Leite Materno (Laz Alonso), Francês (Tomer Kapon) e a sanguinária Fêmea (Karen Fukuhara). É pelos olhos de Hughie que somos guiados, de início, pelo mundo super heroico, e descobrimos o quão caótica pode ser uma realidade onde paladinos de capa e collant voam por aí.

Um dos pontos altos dessa viagem por um mundo de falsos heróis vem em determinada cena, onde vemos um grupo de terapia voltado às vítimas colaterais das ações dos vigilantes. Ali, encontramos sujeitos que sofreram desde as formas mais comuns de consequências, como a perda de entes queridos atingidos por escombros resultantes das batalhas dos vigilantes contra o crime, até as formas mais inesperadas, como no relato de um membro do grupo que se feriu de forma nada convencional ao se relacionar sexualmente com uma heroína que possuía poderes de gelo (sim).

Esse tipo de situação corriqueira nos insere de forma crível e eficaz dentro daquele mundo, apresentando consequências mais plausíveis e variadas da existência de super-humanos atuantes numa sociedade real – onde tal presença reverberaria das mais variadas formas e afetaria todo o escopo social direta e indiretamente.

Antony Starr in The Boys (2019)

Toda essa desconstrução do gênero chega no melhor momento possível. Vivemos uma época onde 4 das 10 maiores bilheterias de cinema de todos os tempos (sem ajustes de inflação) pertencem a filmes de super-heróis. Talvez por isso, só agora uma adaptação de The Boys tenha conseguido finalmente sair do papel: a ideia era, inicialmente, lançar um filme baseado na HQ que nunca chegou a acontecer, talvez pela dificuldade em se adaptar todo o conteúdo gráfico e moral do material base para um filme, numa época em que o gênero não era tão popular entre o grande público e isso não refletiria nos resultados de bilheteria. O que hoje, é claro, é uma realidade completamente diferente, tendo a série caído como uma luva satírica num momento muito oportuno: quando o gênero começa a dar seus primeiros sinais de desgaste e precisa justamente se reinventar.

Boa parte do crédito por The Boys ter sido finalmente adaptada, deve-se à produção de Seth Rogen e Evan Goldberg, dupla que parece sempre disposta a trazer ao mundo adaptações de obras cultuadas pela comunidade geek (tendo sido também produtores de Preacher) algo que reflete diretamente o seu próprio carinho pelo meio. Em diversos momentos da série, pode ser sentida uma carga humorística que remete aos stoner movies da dupla, com situações bizarras e surreais acontecendo a todo momento, algo bastante plausível se considerarmos a existência de seres superpoderosos num mundo realista.

A glamourização do que é ser um super-herói é totalmente exposta aqui como uma grande mentira, nada mais que uma fachada, mostrando o principal panteão de campeões – aqui chamados de Os Sete – como contratados de uma megacorporação, a Vought, que devem cumprir uma agenda em prol dos interesses do suposto ideal americano, com a movimentação de bilhões de dólares através da venda de produtos licenciados como bonecos, roupas, filmes e participações oportunas em eventos sociais e religiosos, deixando o combate ao crime em segundo plano apenas como forma de autopromoção e ponto de partida para a monetização.

Karl Urban in The Boys (2019)

Essa versão própria da Liga da Justiça é perfeita para satirizar o que é necessário: o Capitão Pátria (Antony Starr), por exemplo – o equivalente ao Superman deste universo – nos mostra que, por traz de toda a sua pose inabalável e indestrutível, secretamente não passa de um garotinho solitário, mimado e inseguro, sedento por aprovação, que pensa que pode fazer o que bem entender, o que o torna tremendamente volátil e perigoso e o faz protagonizar alguns dos momentos mais revoltantes e marcantes desta primeira temporada.

Outro bom desenvolvimento de personagem fica por conta de Profundo (Chace Crawford), a sátira do Aquaman, tendo sua utilidade no grupo questionada em forma das já clássicas piadas sobre falar com peixes, o que abala sua autoconfiança num interessante arco que o faz passar de assediador à assediado. Completam o panteão de heróis questionáveis: o velocista Trem Bala (Jessie T. Usher), a guerreira amazona alcoólatra Rainha Maeve (Dominique McElligott), Translúcido (Alex Hassell), Black Noir (Nathan Mitchell) – o pouquíssimo explorado “Batman” da equipe, que pode vir a render ótimos momentos satíricos nas próximas temporadas, sendo o Homem-Morcego um prato cheio para sátiras – e Luz Estrela (Erin Moriarty), a novata do grupo que também serve como pêndulo moral ao espectador, colocando em pauta um bem vindo debate sobre mantermos nossa essência ou nos vendermos para alcançarmos nossos objetivos.

Laz Alonso, Karl Urban, Jack Quaid, and Tomer Capon in The Boys (2019)

Com uma primeira temporada que aborda temas polêmicos de formas críveis em meio à temática fantástica de super-heróis, The Boys acerta em cheio ao desconstruir com perspicácia um gênero meteórico que necessita de renovação, apresentando debates sempre pertinentes – de assédio a racismo, de capitalismo a religião e manipulação de massas – principalmente em tempos políticos tão nebulosos, onde falsos heróis idolatrados como salvadores da pátria são movidos por puro oportunismo e cifrões.

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Mindhunter | 2ª Temporada | Crítica

A trama conta a história de dois agentes especiais do FBI que percebem um padrão em alguns tipos de assassinatos, e resolvem ir a prisões para obter mais informações sobre a sanidade mental dessas pessoas que não agiam como loucos, mas como pessoas extremamente inteligentes e organizadas sobre suas ações. Durante esse processo, contam com a ajuda de uma médica especializada na área que se torna responsável pela parte teórica e científica do processo.

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A visualização de Mindhunter é algo que agrada a muitos e faz outros desistirem de ver: se trata de uma narrativa mais lenta, deixando o espectador capturar todos os detalhes da cena, desde a caracterização impecável dos personagens até os detalhes clássicos, porém sutis, da época em que é passada.

Por se basear em relatos de assassinos, muitas pessoas esperam uma dinâmica muito mais corrida, entretanto, a beleza dessa série está exatamente no curso lento que ela se passa, acompanhando o lado teórico e analista de investigações tão delicadas como as de serial killers.

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Do ponto de vista técnico, a série não deixa a desejar: é possível observar que a direção de arte acertou em cheio em todos os detalhes, deixando um prato cheio de cenas incríveis a serem aproveitadas pela direção de fotografia.

Já o roteiro, pode ser visto por várias maneiras, desde ser um pouco mais dinâmico do que o da temporada anterior por apresentar mais de um caso por vez, a ser um pouco mais turbulento, por apresentar vivências pessoais dos personagens em meio a toda a agitação das investigações. Contudo, acredito que tenha sido um tiro certeiro, já que dinamiza os episódios e dá mais profundidade aos personagens.

Além de todos esses pontos, contamos com a presença de nomes mais conhecidos nessa temporada do ponto de vista policial, como os famosos serial killers Charles Manson, Wayne Williams, Dennis Rader (ou B.T.K), David Berkowitz, “O filho de Sam” e Paul Bateson.

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Chernobyl | 1ª Temporada | Crítica

A HBO vem se destacando em séries como Game of Thrones, Westworld e resolveu investir mais uma vez nessa área, dessa vez com a minissérie Chernobyl, que busca retratar o acidente desde a hora 0, mostrando com veracidade tudo que ocorreu baseada em fatos e documentos encontrados, fazendo uma história tão real e aterrorizante que prende seu fôlego do começo ao fim.

Stellan Skarsgård and Jared Harris in Chernobyl (2019)

Dirigido por Johan Renck, a série conta com detalhes o que aconteceu na usina nuclear da cidade de Chernobyl, palco de um dos maiores acidentes causado pelo ser humano, dizimando uma área e a tornando inabitável até os dias atuais. Apresentando elementos humanos como a dor de uma mulher perdendo seu marido, de cientistas sendo descartados e não ouvidos de primeira e sem deixar de lado todo o clima de guerra fria que assombrava a União Soviética.

A série conta com um belíssimo acervo de mão cheia: uma bela direção, um roteiro realista e nada fantasioso, atuações sensacionais, sendo um destaque o ator Jared Harris; sem contar toda a caracterização e o cenário, fazendo com que seja possível uma grande imersão naqueles angustiantes dias.

Chernobyl (2019)

A HBO vem liberando um episódio novo toda Sexta-feira às 22h, tanto na televisão quanto no site/aplicativo oficial de sua plataforma, HBO GO. Se você se interessa por séries em estilo documental, realistas ou até mesmo de suspense, não poderia existir melhor série para assistir.

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Como KUBRICK filmava?

Hilda | 1ª Temporada | Crítica

Hilda foi originalmente criada em 2010 pelo britânico Luke Pearson, mas, em 2018, foi levada das páginas para as telas. A série de animação conta com uma história de te levar para outra realidade, uma em que trolls andam livremente a noite em uma floresta, onde gigantes vivem e outras criaturas fantásticas.

A série conta sobre Hilda, uma garotinha que mora em uma cabine na floresta com sua mãe e seu bichinho raposa-veado, e precisa se mudar para a cidade de Trollburgo onde viverá aventuras como as de qualquer criança da sua idade, mas sempre com um pouco de magia. Além de seu bichinho, Túlio, Hilda conta também com a amizade de Alfur, seu amigo elfo, e seus amigos humanos, David e Frida.

A animação conta com elementos bem infantis, mas que surpreende a todos que a assistem, já que lida com problemas do dia a dia de uma maneira mágica, colocando elementos fantasias com histórias completas e motivos para existirem, dando dimensão e profundidade no enredo, deixando sempre um gostinho de quero mais em todos os episódios. No quesito técnico, não deixa a desejar: mesmo sendo um desenho mais simples, ele possui uma escolha de cores fantásticas, impressionando as crianças e adultos que assistem. A dublagem para português também ficou incrível, sem perder elemento nenhum do inglês, o que é um alívio para os pais que quando vão assistir desenho com seus filhos, se descabelam com uma dublagem ruim.

Hilda possui 13 episódios com cerca de 25 minutos cada, e por enquanto, tem apenas uma temporada,mas a empresa Netflix já anunciou uma segunda temporada para 2020, deixando o coração de todo fã da série mais quentinho e animado.

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SHYAMALAN é um gênio ou uma fraude no cinema?

 

 

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