“Diamonds in the Sky”, o mais novo título da Netflix, é a joia bruta da Nigéria: visualmente
atrativa, colorida e quente, nos coloca em uma posição de expectativa por algo brilhante. É
uma joia, no entanto, que o diretor Kunle Afolayan tem uma visível dificuldade para lapidar.
O câncer não é nada sutil. Premeditado na sinopse, é anunciado com a pressa de algo que
precisa acontecer logo para salvar um filme monótono. Um assunto delicado demais para
se dar o luxo de qualquer descuido, Diamonds in the Sky apostou alto em diálogos fracos.

A trilha sonora tenta incansavelmente nos forçar a uma emoção que nos deixa perdido na
discordância entre seus acordes sutis e a magnitude exagerada da imagética — colorida e
vibrante, quase como se a solenidade fosse uma piada. O longa nos apresenta um texto
cinematográfico desbalanceado com performances teatrais. Os atores parecem perdidos
em um cenário que não seja um palco.

A busca por uma construção pomposa é sabotada pelos mais simples detalhes, o
verdadeiro encanto da obra. O filme tira um tempo para ser verdadeiramente sensível ao
tratar com delicadeza o estigma da vida sexual de uma mulher nigeriana. A correlação entre mulheres unidas por uma mesma luta — a da sobrevivência —, e ao mesmo tempo
separadas por suas posições sociais e crenças, é algo bonito de se ver. Quando finalmente
tem toda a nossa atenção, Diamonds in the Sky nos mostra um retrato real de dores da vida real

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