Robert Redford: O Injustiçado? | Artigo

Por Pedro Amaro.

 

Ele conseguiu já trabalhou em alguns filmes que são considerados sucessos absolutos dos americanos, como Butch Cassidy em 1969. Mas o seu acervo de belas obras não terminou ali. Começando por Mais Forte Que a Vingança de 1972, Redford emplacou grandes clássicos, alguns com qualidade indiscutível, como Golpe de Mestre (1973), O Grande Gatsby (1974), Três Dias do Condor (1975), Todos os Homens do Presidente (1976) e Uma Ponte Longe Demais (1977). Foi considerado um sex symbols nos anos 60 e 70, sem se submeter a filmes que visavam agradar somente as senhoras de casa. E em 1980 estreou – concretamente – como diretor, e acredite, ganhou o Oscar pelo próprio filme de início: Gente como a Gente. E hoje? O que você pensa sobre Robert Redford?

Embora tenha ganhado alguns Prêmios (Oscar, Cecil B. DeMille e BAFTA), Redford nunca teve o respeito que merece. Como ator só recebeu uma única indicação por Golpe de mestre, tendo uma qualidade indiscutível de atuação. Após os anos 90 sua carreira como ator começou a “cair”, sua qualidade ainda era impressionante, mas os filmes que participava eram visivelmente inferiores, nem parecia o ator que contribuiu para uma linguagem de crítica política forte. Motivo pelo qual nunca foi unanimidade em Hollywood.

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Além de colocar a questões importantes da época em discussão – como os reais objetivos da CIA em Três Dias do Condor, um dos meus preferidos – era um ativista ambiental e contribuía para o cinema independente no Sundance Film Festival. Redford nunca precisou viver sobre os holofotes de Hollywood e jamais traiu seus princípios profissionais. Apesar de todo o sucesso, participações em filmes menores e o carinho que possui de diretores como Sydney Pollack, George Roy Hill e Arthur Penn, ele jamais será lembrado por isso. Atualmente, pouco ouvimos sobre o ator que protagonizou um dos melhores 10 minutos iniciais da história do cinema em Três Dias do Condor.

Então, acredito que Robert Redford merecia mais (na verdade, muito mais). Em uma época carente de grandes ícones cinematográficos e símbolos de pouco talento, é um fator lamentável que seu nome não tenha mais o mesmo peso dos anos 60 e 70. O que me conforta é saber que sua filmografia jamais cairá no esquecimento.

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