Love | Episódio 01 | 2ª Temporada | Crítica

Por Juliana Miyahara

12 Episódios – Comédia / Romance
Direção: Dean Holland, Maggie Carey, John Slattery e outros
Criadores: Judd Apatow, Lesley Arfin e Paul Rust
Com: Gillian Jacobs, Paul Rust e Claudia O’Doherty

 

Estreou, na Netflix, no último dia 10, a segunda temporada de Love, uma comédia-romântica produzida por Judd Apatow, Lesley Arfin e Paul Rust, que também interpreta o protagonista Gus.

A série estreou há um ano, sem fazer muito barulho, e aos poucos ganhou atenção pelo boca a boca. Tanto o envolvimento de Judd Apatow – diretor, roteirista e produtor de cinema e conhecido por filmes como O Virgem de 40 Anos (The 40 Year Old Virgin, 2005), Ligeiramente Grávidos (Knocked Up, 2007) e Superbad: É Hoje (Superbad, 2007) – quanto a temática familiar e a trilha sonora arrebatadora fizeram a fama de Love, que retorna para uma segunda temporada com mais fama, consistência no conteúdo e a expectativa de uma terceira temporada, que foi anunciada um mês antes da segunda temporada ir ao ar.

O primeiro episódio continua exatamente onde a primeira temporada terminou. Depois de uma conclusão conflituosa e incerta, Gus e Mickey parecem finalmente ter alcançado um momento pacífico, de conciliação. A insegurança de Gus dá lugar à compaixão, enquanto Mickey, resoluta, parece caminhar para o amadurecimento. Os diálogos entre os dois, o ponto alto da série, continuam espirituosos, cheios de referências pop e bastante realistas.

Câmera e edição são pouco invasivas, na medida para fazer brilhar o ótimo texto e as belas atuações de Paul e Gillian Jacobs, que interpreta Mickey, um personagem complexo, que beira a caricatura, mas nunca o é. Gillian imprime alguns cacoetes físicos em Mickey, mas nunca de maneira desproporcional. Ao contrário, Paul faz um trabalho muito sutil, embora seu personagem, à primeira vista, possa parecer estereotípico.

E ainda que as interpretações, bem como a personalidade dos personagens, sejam diferentes, conflitantes, quase, há um equilíbrio renovador entre eles. O que faz esse improvável casal funcionar é justamente o fato de eles terem tão pouco em comum, e ainda assim gostarem da companhia um do outro.

O pretexto dramático para que Mickey e Gus passem a noite juntos, apesar de fraco, funciona. Eles passam da tocante sequência inicial a um final de episódio incerto, mas esperançoso, passando por diálogos super realistas e momentos românticos que nunca soam cafonas.

O episódio perde força nos momentos de comédia mais explícita e quando Mickey e Gus dividem a tela com personagens secundários. Ninguém incomoda, mas não acrescentam nada também. Gostoso mesmo é ver o casal interagir, provavelmente porque é um retrato bem fiel da realidade imperfeita e incógnita.

É também interessante notar que essa temporada parece ter sido filmada junto com a primeira, tamanha é a unidade entre as duas. Das tramas secundárias, que não perderam o fio da meada, ao figurino, tudo está no lugar certo. O figurino, aliás, é digno de nota.

O estilo propositalmente desarrumado de Mickey cai como uma luva para o personagem, e a repetição de peças do vestuário dão a impressão de que elas vieram de um guarda-roupa de verdade. Nesse episódio é possível perceber um sapato, por exemplo, recorrente na primeira temporada.

O primeiro episódio da segunda temporada não é perfeito, como a relação de Mickey e Gus, mas apresenta um recomeço mais maduro para os dois.

Todos os elementos que nos cativaram na primeira temporada estão aí: uma abordagem mais realista das relações amorosas em forma de comédia-romântica que foge dos clichês do gênero, um casal-protagonista carismático, equilíbrio entre momentos cômicos e dramáticos e uma ótima trilha sonora. Tem tudo para fazer ainda mais sucesso que a temporada passada.

Poster Oficial

 

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