Kingsman: O Círculo Dourado | Avança na ação, mas regride no drama | Crítica

Por Pedro Amaro

 

2h e 21min – Ação – 2017

Direção: Matthew Vaughn
Roteiro: Jane Goldman, Matthew Vaughn
Com: Taron Egerton, Colin Firth e Julianne Moore.

 

 

O inglês Matthew Vaughn não era tão interessado em dirigir sequências. O que pode ser visto como algo positivo, pois alguns longas simplesmente não conseguem ser tão criativos ou tão bem contidos como as histórias contadas nos primeiros filmes, vide Guardiões da Galáxia 2.

Kingsman: O Círculo Dourado simboliza exatamente as decisões incoerentes e duvidosas que um roteiro pode ter nos filmes que se sucedem. Embora as cenas de ação e o humor estejam bem construídos, o drama da história é insuficiente na prática.

Vaughn demonstra uma preocupação de propor ao espectador uma compreensão geral do que acontece nas cenas de confronto. O que é ótimo, pois filmes da franquia, a exemplo de Transformers, exageram no corte e nos planos fechados, resultando em uma confusão na mise-en-scène: não dá para saber o que está acontecendo na sequência.

Mas, calma! Kingsman vai, sim, utilizar cortes e planos fechados; porém dando movimento à câmera para que possamos ter mais tempo entre os cortes e assim entender o que acontece.

Isso, além de fantástico, é raro.

O humor também está bem executado. O roteiro de Jane Goldman (X-Men: Primeira Classe e Kick-Ass: Quebrando Tudo) e Matthew Vaughn impulsiona o absurdo da trama sem trair o universo que o primeiro filme estabeleceu, com a já conhecida homenagem aos filmes de 007 e com um fan service que fará os fãs de Elton John ficarem bem satisfeitos (não é spoiler pois já consta no cartaz do próprio filme)

 

A sequência deixa a desejar nos momentos que precisa criar drama. A destruição da organização e a morte de personagens próximos a Eggsy (mais uma vez, não é spoiler, pois já está no trailer), deveriam ter um grande peso para personagem, mas isso não acontece e perde a força com o avanço do filme.

Equivocadamente, Vaughn busca reforçar o drama (e a ambientação) por meio das músicas, algo que lembra vagamente Esquadrão Suicida. Resultado? Quase todas as primeiras sequências do filme começam ou acabam com algum fundo musical sem sentido para o momento.

Contudo, Kingsman: O Círculo Dourado garantirá ao espectador bons momentos. Mesmo sem a ousadia de inovar na dramaticidade, a ação e o humor vão carregar e marcas de uma nítida evolução em Vaughn.

Poster Oficial

 

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